Jogo de Switch é removido da Nintendo por causa de easter egg

Apenas duas semanas após seu lançamento, a Nintendo removeu de sua loja o jogo A Dark Room, um RPG baseado em texto criado em 2013 e que foi lançado para o Switch em 12 de abril de 2019.

O motivo tal fato foi a revelação bombástica feita pelo criador de A Dark Room, Amir Rajan, sobre um “easter egg” que havia introduzido no game, que permitia que qualquer jogador utilizasse o Switch para efetuar mudanças no código do jogo.

Isso porque, sem a autorização da Nintendo ou de qualquer pessoa da Circle Entertainment (empresa responsável pelo port do jogo para o Switch), Rajan inseriu no jogo um “easter egg” na forma de um editor de fases, que poderia ser acessado por qualquer jogador que plugasse um teclado USB no Switch e, com o jogo rodando, apertasse o botão “~” (til).

 

O “easter egg” foi anunciado pelo próprio Rajan, que no dia 25 de abril revelou em sua página do Ruby Social (uma espécie de rede social para programadores discutirem e compartilharem sobre a linguagem de programação Ruby) que ele havia colocado um editor de código e interpretador Ruby no jogo, e que ao apertar o botão “~” de um teclado USB o Switch se tornaria então uma Ruby Machine. O anúncio criou uma certa polêmica na imprensa, e ao saber sobre ela a Nintendo prontamente removeu o jogo da loja virtual do videogame já no dia seguinte (26).

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Após a remoção do jogo, Rajan pediu desculpas por toda a polêmica que causou, até chamou de “estúpida” a sua atitude de inserir um editor no jogo sem avisar a ninguém sobre isso, e que se sente muito mal por tudo o que causou para a Circle, que está tendo resolvendo sozinha todos os danos causado pela estupidez de um único programador.

 

Rajan ainda afirmou que também lamenta não ter se expressado corretamente sobre o caso, e que sua declaração – feita em um espaço onde convivem apenas programadores e estudantes de Ruby — fez com que a imprensa, que não está familiarizada com esse tipo de linguagem, acabasse por exagerar nas possibilidades que um jogador teria ao acessar esse editor. O desenvolvedor esclarece que as ferramentas de edição inseridas no jogo eram todas bem simples, e permitiam apenas que os jogadores desenhassem linhas, quadrados, tabelas e ouvissem os sons da biblioteca de A Dark Room, não sendo potente o suficiente para conseguir renderizar qualquer tipo de imagem.

Ele ainda revela que a intenção que tinha com a brincadeira era a de introduzir novas pessoas à linguagem de programação, já que as ferramentas permitiriam que os usuários criassem conteúdos específicos para A Dark Room (pois o jogo utiliza mesmo apenas tabelas e linhas) sem a necessidade de rodar um hack, que poderia se tornar uma falha de segurança para o sistema. Apesar disso, ele diz entender porque a Nintendo considerou o editor dele como uma potencial vulnerabilidade, o que levou à remoção do jogo da loja do console.

Por enquanto, a Nintendo não se posicionou oficialmente sobre o caso, e a Circle Entertainment já avisou que está conversando com representantes da empresa para tomar as medidas necessárias para que o jogo retorne à loja do Switch, mas ainda não há nenhuma previsão de quando (ou mesmo se) isso irá acontecer.

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